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STF articula afastamento de Deltan Dallagnol do comando da Lava Jato

(José Cruz/Agência Brasil)

SÃO PAULO – Em meio ao desgaste das mensagens reveladas por reportagens nos últimos meses, ministros do Supremo Tribunal Federal articulam o afastamento do procurador Deltan Dallagnol do comando da força-tarefa da operação Lava Jato, em Curitiba.

O movimento, revelado pelo jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (2), ocorre após os ministros Luiz Fux e Alexandre de Moraes, em processos diferentes, requisitarem todo o material de mensagens apreendido pela Polícia Federal com os suspeitos de terem violado celulares de autoridades.

Segundo a reportagem, os magistrados buscam caminhos para o afastamento de Deltan. Uma possibilidade seria a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinar essa medida a partir de Brasília. O movimento, porém, não é visto como provável no momento, já que a procuradora tem se mostrado pouco disposta a se indispor com colegas.

Outro caminho seria a partir do próprio STF. Neste caso,a decisão poderia caber a Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news, relatado por ele. Ontem, o ministro determinou que as mensagens apreendidas com os suspeitos de hackeamento sejam encaminhadas ao Supremo em até 48 horas.

Também decidiu nesse sentido, porém em caso distinto, o ministro Luiz Fux. Em decisão liminar, o magistrado atendeu a pedido do PDT e determinou a preservação das provas, em meio às notícias de que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, teria informado autoridades alvo dos vazamentos que o material seria destruído.

A reação do STF se deu no mesmo dia em que a Folha de S.Paulo publicou, em parceria com o site The Intercept Brasil, reportagem que revelava mensagens em que Dallagnol teria incentivado colegas a investigar o ministro Dias Toffoli, atual presidente do Tribunal.

Tal prática é vedada pela Constituição, que determina que ministros do STF não podem ser investigados por procuradores de primeira instância, caso de Dallagnol e seus colegas da Lava Jato em Curitiba.

A possível movimentação dos ministros para afastar o coordenador da força-tarefa da Lava Jato é considerado mais um duro golpe à operação.

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Fonte: INFOMONEY

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