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Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos caem nesta 5ª, com sinalizações do Copom e melhora na cena externa

SÃO PAULO – O dia começa com investidores ainda digerindo as sinalizações dadas ontem (22) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) de que o ciclo de aperto de juros “avance no território contracionista”. Assim como era esperado pelo mercado, o colegiado elevou na véspera a taxa de juros a 6,25% ao ano, uma alta de 1 ponto percentual.

O radar do mercado internacional também segue em tom mais positivo – ainda que com cautela – sobre a situação da gigante do setor imobiliário chinês, a Evergrande. Nos últimos dias, declarações dadas pelo presidente da companhia e por uma de suas unidades acalmaram um pouco os ânimos dos investidores.

Nesse contexto, o mercado de títulos públicos apresenta leve recuo na maioria das taxas no começo da manhã desta quinta-feira (23).

Na primeira atualização do dia, a remuneração do título prefixado com vencimento em 2026 se mantinha em 10,03%, contra 10,10% vistos um dia antes. O juro pago pelo título com vencimento em 2031, por sua vez, recuava de 10,62%, na sessão anterior, para 10,60%, no início das negociações.

Entre os papéis atrelados à inflação, o juro real oferecido pelo Tesouro IPCA+ com vencimento em 2026 era de 4,49%, abaixo dos 4,52% registrados na quarta-feira. Já o retorno real do Tesouro IPCA com vencimento em 2055 e pagamento de juros semestrais era de 4,84%, abaixo dos 4,86% da sessão anterior.

Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na manhã desta quinta-feira (23): 

Taxa Tesouro Direto
Fonte: Tesouro Direto

Copom, arrecadação e precatórios

Assim como era amplamente esperado pelo mercado, o Copom elevou ontem (22) a taxa básica de juros, de 5,25%, para 6,25% ao ano. No comunicado, o colegiado também disse que vai manter o mesmo ritmo de ajuste para a próxima reunião, ou seja, deve elevar novamente os juros em 1 ponto.

O mercado já aguardava esse nível de ajuste após sinalização feita por Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em eventos nas últimas semanas, de que não iria acelerar o movimento. Analistas, no entanto, estão divididos sobre a indicação emitida pela autoridade monetária.

Enquanto alguns agentes do mercado destacaram que o BC não indicou aceleração do ritmo de alta da Selic, outros economistas apontam que o Copom foi hawkish (mais inclinado ao aperto monetário) ao afirmar que o ciclo de aperto deve avançar no “território contracionista”.

Em live promovida ontem (22) pelo InfoMoney, Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria, disse que essa citação de avanço no território contracionista pode indicar que a Selic encerre o ciclo de alta em patamares um pouco mais elevados do que se projetava no último comunicado. Reveja a live aqui.

Os analistas destacaram ainda a intenção do Copom de ganhar tempo para avaliar a conjuntura e o impacto dos choques.

Investidores também acompanham divulgação dos dados de arrecadação federal em agosto, com projeção do consenso Refinitiv de R$ 144,7 bilhões, às 14h, desta quinta-feira (23).

Já na cena política, o mercado monitora matéria do jornal O Estado de S.Paulo que diz que Paulo Guedes, ministro da Economia, amarrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios com a votação da reforma do Imposto de Renda.

Segundo o jornal, o ministro da Economia e o presidente da Câmara esperam que Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, acelere a votação do projeto.

E, ao que tudo indica, a estratégia parece ter surtido efeito. O periódico destaca que assim que chegou no Senado, Pacheco colocou o projeto “na geladeira”, mas no dia em que foi feito o acordo dos precatórios, foi divulgado o nome do relator do projeto, Ângelo Coronel (PSD), senador baiano.

Também na frente política, o jornal Valor Econômico afirma que apurou que a saída articulada para a PEC dos precatórios deve liberar R$ 30 bilhões de novas despesas em 2022, das quais R$ 27 bilhões seriam alocadas ao novo programa de transferência de renda e os R$ 3 bilhões restantes, em outras áreas.

Radar externo

Na cena internacional, as bolsas asiáticas tiveram um dia de alta, em sua maioria, nesta quinta-feira (23). Investidores continuam a monitorar a situação do China Evergrande Group, que passa por uma crise.

Hoje, a agência internacional de notícias Reuters noticiou que o presidente do grupo Evergrande afirmou que a prioridade principal da empresa é ajudar gestores de investimentos a compensarem seus produtos.

Embora a orientação regulatória ofereça poucas pistas sobre qual será o passo dado pela Evergrande, sugere que o governo da China deseja evitar um colapso iminente da incorporadora, o que poderia sacudir os mercados financeiros e reduzir o crescimento econômico.

Qualquer sinal de que o governo de Pequim está tomando medidas para que a Evergrande tenha mais tempo para administrar seus problemas de dívida pode acalmar investidores na China e no mundo.

Na Europa, o destaque está na divulgação do índice do gerente de compras (PMI em inglês) da Zona do Euro composto Markit relativo a setembro, que marcou 56,1 pontos, abaixo da expectativa de analistas, de 58,5 pontos, e do patamar anterior, de 59 pontos.

Já nos Estados Unidos, investidores aguardam divulgação dos dados dos PMIs industrial, do setor de serviços e composto Markit preliminares relativos a setembro, que saem às 10h45.

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Fonte: Infomoney

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