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Tratamentos e cuidados para a sarna em cavalos

A sarna é uma doença infecciosa que afeta muitos mamíferos, incluindo os humanos, embora não sejamos seus hospedeiros preferidos. Essa patologia pode se tornar um problema em animais de fazenda, como, por exemplo, os cavalos, uma vez que é contagiosa e ‘pula’ de um animal para o outro com facilidade. Assim, é muito provável que se espalhe pelo estábulo se não isolarmos e tratarmos os doentes corretamente. Aqui, vamos mostrar como identificar a sarna em cavalos e os tratamentos para eliminá-la.

A sarna é uma doença de pele causada por ácaros. Existem várias espécies e gêneros desses invertebrados inconvenientes que causam a sarna, mas um deles é muito comum nos estábulos. Trata-se do gênero Sarcoptes, que gera muita coceira no animal.

Esse ácaro cava minúsculos túneis na pele do animal, causando a coceira que o cavalo tenta aliviar se coçando com os dentes, com as patas, esfregando-se em uma superfície ou rolando no chão. Essa coceira excessiva pode causar tanto lesões na pele quanto feridas nas áreas afetadas.

Os ácaros geralmente são encontrados em animais com pelo longo e abundante. Por esse motivo, a sarna é muito comum nos cavalos de tração, principalmente na região dos machinhos, densos tufos de pelo localizados na região inferior das patas, próximo ao casco.

Tratamentos e cuidados com a sarna em cavalos

Existem diferentes tipos de sarna em cavalos, causadas ​​por diferentes espécies de ácaros:

  • Sarna sarcóptica. A mais grave. Esse tipo de ácaro prefere áreas com pelos finos (cabeça, pescoço e ombros), onde as fêmeas cavam túneis para colocar seus ovos, causando coceira intensa no cavalo.
  • Sarna psoróptica. Afeta as partes do corpo cobertas por pelos longos, tais como topete, crina e base da cauda. As crostas são úmidas e os ácaros ficam na superfície da pele. Essa sarna é mais contagiosa do que a sarcóptica, mas menos prejudicial.
  • Sarna corióptica. Esses ácaros preferem a região das coxas dos cavalos, principalmente daqueles com muitos pelos na região da canela e do boleto. A produção de ‘gordura’ é comum como sintoma característico.
  • Sarna demodécica. Não é um tipo comum de sarna em cavalos. A pele descama, mas nesse caso não há coceira.

A sarna em cavalos pode ocorrer no corpo todo ou se restringir a algumas áreas específicas, dependendo do tipo de ácaro que infectou o animal. Os sintomas com os quais podemos identificar a sarna são:

  • Bater os cascos continuamente.
  • Esfregar as patas traseiras.
  • Crostas e pápulas na cabeça e orelhas. Na região do pescoço, formam-se dobras que, nos casos mais graves, podem se espalhar pelo corpo todo.
  • Crostas nas patas traseiras, crina e base da cauda.

O veterinário vai avaliar os sintomas e fazer um exame dermatológico em busca do parasita causador. Para isso, é necessário  fazer uma série de exames, tais como o raspado ou o teste da fita adesiva na pele do cavalo, para depois olhar a amostra ao microscópio e confirmar se há ácaros.

Tratamentos e cuidados com a sarna em cavalos

Tratamentos e cuidados com a sarna em cavalos

Em um ambiente frio e úmido, os ácaros sobrevivem durante longos períodos longe do seu hospedeiro. Podem ser transmitidos por fômites, ou seja, qualquer objeto que entre em contato com o ser vivo pode potencialmente ficar contaminado com o patógeno.

Nesse caso, pode ser o freio, as mantas, as selas ou qualquer outro objeto do cavalo, como, por exemplo, a escova, embora a forma mais comum de infecção seja por meio de um animal infectado. Para prevenir a sarna em cavalos, o melhor a fazer é manter uma boa escovação e higiene do animal.

A sarna é prevalente em cavalos com má condição corporal.

Diante dos sintomas da sarna, você deve entrar em contato com um veterinário para receber o tratamento correto. É necessário tratar todos os animais que vivem juntos para reduzir ou eliminar a probabilidade de contágio.

Os banhos de lindano são muito eficazes para o tratamento da sarna em cavalos e devem ser feitos cuidadosamente. Após 10 ou 14 dias, eles devem ser repetidos para matar os parasitas que tiverem sobrevivido à primeira aplicação. Tratamentos orais com ivermectina, um antiparasitário usado também em outras espécies animais, é igualmente uma boa solução.

Fonte: R7

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