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Vacina russa induziu resposta imune e não teve efeitos adversos, diz estudo preliminar

(Polina Tankilevitch/Pexel)

SÃO PAULO – A vacina russa contra a covid-19 induziu resposta imune e não teve efeitos adversos, indica estudo preliminar publicado nesta sexta (4) na revista The Lancet, uma das publicações cientificas mais importantes do mundo.

De acordo com os resultados publicados, referentes às fases 1 e 2, não houve efeitos adversos até 42 dias depois da imunização dos participantes dos testes. Além disso, todos desenvolveram anticorpos para o novo coronavírus dentro de 21 dias.

Os cientistas do Instituto Gamaleya, que desenvolveu a vacina, disseram à imprensa que essa resposta imunológica foi maior do que a vista em pacientes que foram infectados e se recuperaram do novo coronavírus naturalmente.

Além disso, os resultados indicam que a vacina produz uma resposta das células T, um tipo de célula de defesa do corpo, dentro de 28 dias.

As células T têm entre suas funções destruir células infectadas por um vírus. Os cientistas do Gamaleya afirmaram que as respostas de células T vistas com a vacina indicam não só uma resposta imune forte, mas de longo prazo.

A vacina russa foi testada em 76 pessoas e, diferentemente da maior parte dos testes, não houve grupo de controle, que recebe um placebo ao invés da vacina.

Desta forma, não é possível comparar os efeitos da vacina russa em quem a recebeu com os que não a receberam, o que pesquisadores consideram como uma limitação do estudo.

A Rússia tem buscado ganhar credibilidade internacional depois que autoridades de saúde em outros países criticaram duramente a aprovação regulatória para a vacina no mês passado, antes de ela passar pela fase 3, a mais ampla de todas.

O presidente russo, Vladimir Putin, comemorou a Sputnik V, batizada em homenagem ao lançamento do primeiro satélite soviético, lançado em 1957. O presidente chegou a dizer em uma ocasião que sua própria filha havia sido vacinada com o medicamento russo. O Kremlin não revelou se Putin foi vacinado.

“A imunogenicidade é um bom presságio, embora nada possa ser inferido sobre ela em grupos de idade avançada, e a eficácia clínica para qualquer vacina contra covid-19 ainda não foi demonstrada”, disse Naor Bar-Zeev, professor associado da Universidade Johns Hopkins, em um comentário sobre o estudo da vacina russa na The Lancet.

Os testes de fase três, última etapa de testes clínicos do medicamento, foi aprovado no último dia 26 de agosto para 40 mil voluntários de diferentes idades e grupos de risco.

No Brasil, o governo do Paraná firmou uma parceria para desenvolver a vacina russa e, também nesta sexta (4), o governo do estado informou que o pedido de registro do imunizante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser feito em torno de 10 dias.

Com a aprovação do órgão regulador, os testes no país devem começar em 1 mês. No Brasil, três vacinas já estão sendo testadas nacionalmente e outras duas aguardam aprovação da Anvisa – entre elas, o medicamento russo.

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Fonte: Infomoney

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