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Vale atualiza projeções financeiras, Oi afirma que não cederá à pressão de venda de ativos e mais destaques

No Radar InfoMoney desta quinta-feira destaque para Vale, com atualização de Ebitda deste ano e desembolsos referentes à tragédia de Brumadinho; à Natura com detentores de dívida da Avon aprovando a combinação dos negócios entre as empresas; e à Oi informando que conta com “leque de opções” para sua reorganização.

Vale

A Vale atualizou suas projeções de indicadores econômico-financeiros e investimentos para este ano, incluindo os desembolsos relativos à tragédia de Brumadinho.

Para o Capex, a mineradora projeta um montante total entre US$ 3,6 bilhões e US$ 3,8 bilhões este ano, enquanto o lucro antes de impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) deve variar entre US$ 10,8 bilhões e 12,9 bilhões.

A companhia assume preços benchmark de minério de ferro no quarto trimestre entre US$ 80/t e US$ 100/t; preços de níquel entre US$ 16.000/t e US$ 20.000/t e BRL/USD a 4,15, na projeção do Ebitda.

A Vale estima, em relação ao fluxo de caixa, uma variação entre US$ 6,5 bilhões e US$ 9,4 bilhões. Já o prêmio de qualidade, incluindo finos de minério de ferro e ajuste de pelotas, deve ficar entre US$ 5,0/t e US$ 6,0/t no terceiro trimestre.

Na linha de despesas e custos, a mineradora prevê os gastos unitários relativos à parada de Brumadinho entre US$ 3,0/t e US$ 4,0/t no terceiro trimestre e entre US$ 2,5/t e US$ 3,5/t no quarto trimestre.

Sobre os desembolsos com a tragédia de Brumadinho, a Vale estima para este ano gastos entre US$ 900 milhões e US$ 1,15 bilhão; em 2020, de US$ 1,5 bilhão a US$ 2,1 bilhões; em 2021, entre US$ 1 bilhão e 1,5 bilhão; e em 2022, entre US$ 200 milhões e US$ 500 milhões.

Natura
A Natura informou que obteve consentimentos dos titulares de notes com vencimento em 2023 e 2043 emitidos pela Avon Products ou suas subsidiárias em relação às cláusulas de mudança de controle que seriam acionadas pela combinação de negócios entre as empresas.

Oi

A Oi, que está nos estágios finais de uma reestruturação de dívida de US$ 19 bilhões, possui um “leque de opções” para levantar capital enquanto reorganiza seus negócios em um modelo sustentável e não vai decidir entre uma ou outra opção sob pressão, disseram o diretor operacional Rodrigo Abreu e o presidente Eurico Teles em entrevista à Bloomberg.

A Oi está negociando a venda de vários ativos e já começou a se beneficiar de um crédito fiscal de R$ 3 bilhões. A empresa também estuda emissão de dívida de até R$ 4,5 bilhões, conforme descrito no plano de recuperação judicial, disse Abreu.

“Não tem um caminho fixo à frente”, disse Abreu. “A execução desse leque de opções vai depender da ordem em que se realizem as vendas de ativos.” Abreu não disse que tipo de dívida poderia ser emitida ou o tamanho exato da venda.

Em relação às informações de que a empresa teria colocado à venda sua operação de telefonia móvel à venda, Abreu negou a possibilidade, mas recebeu com satisfação o interesse pelo ativo. “Nossa operação móvel é sustentável e gera valor”, disse.

O executivo acrescentou, porém, que é preciso “deixar de lado as especulações”. “A gente tem ferramentas para gerir a nossa gestão de caixa e injetar recursos na companhia.”

Cosan, Ultrapar e BR Distribuidora

O Goldman Sachs reiniciou a cobertura de Cosan e Ultrapar com a recomendação neutra para ambas empresas. Para Cosan, o preço-alvo é de R$ 58, enquanto para Ultrapar é de R$ 19,10. Já BR Distribuidora recebeu recomendação de compra pelo Goldman Sachs.

Fleury

O laboratório Fleury anunciou a aquisição do Grupo Diagmax, que atua em serviços de diagnósticos por imagem e análises clínicas por meio de seis unidades de atendimento na região metropolitana de Recife (PE). A companhia pagará R$ 80,388 milhões pela aquisição e, futuramente, desde que atingidos determinados resultados mutuamente acordados, fará o pagamento de earn-out no valor de até R$ 31,598 milhões.

A receita bruta estimada do Grupo Diagmax, nos últimos 12 meses findos em julho de 2019, foi de R$ 47,2 milhões. “Essa aquisição permitirá ao Grupo Fleury expandir a presença estratégica no mercado de Recife, aumentando sua capilaridade para 17 unidades de atendimento e fortalecendo o portfólio de exames, com a expansão da oferta em diagnósticos por imagem por meio do Grupo Diagmax”, afirmou a empresa.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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Fonte: INFOMONEY

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