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Vale deve discutir retomada de dividendos, Petrobras vende ativos, oferta de ações da JHSF e mais notícias

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque blue chips como a Vale, que deve discutir retomada de dividendos, e a Petrobras, que finalizou nesta quarta-feira a venda da totalidade da sua participação em dois campos de produção terrestres.

Já a Sabesp recebeu autorização para aplicar o reajuste de suas tarifas. O aumento deve entrar em vigor 30 dias após publicação no “Diário Oficial” do estado.

A JHSF, por sua vez, levantou R$ 433 milhões em seu follow-on, com a preço da ação fixado em R$ 9,75.

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quinta-feira (16):

O Conselho da Vale deve discutir retomada de dividendos, destaca o Valor Econômico. A retomada do pagamento de dividendos aos acionistas está em discussão em comitê ligado ao conselho de administração da Vale, destacou o jornal, citando uma fonte não identificada próxima aos sócios da empresa.

Se houver consenso no comitê, assunto deverá ser discutido pelo conselho na próxima semana. A política de remuneração aos acionistas continuará sendo calculada da mesma forma.

A remuneração foi suspensa após a tragédia de Brumadinho (MG), em janeiro de 2019. A ideia é que retome a fórmula que estava em uso até então: pagamento de 30% do lucro antes do Ebitda, menos o investimento em manutenção.

Em 2018, a Vale pagou R$ 7,694 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP).

Na avaliação do Bradesco BBI, a empresa pode anunciar a volta dos dividendos já no release de resultados do segundo trimestre (previsto para ser divulgado em 20 de julho).

“Em nossa opinião, isso seria um grande gatilho positivo para as ações. Dada a enorme geração de fluxo de caixa livre da Vale, de aproximadamente US$ 5 bilhões em 2020, e a baixa alavancagem, prevemos que a empresa poderá distribuir dividendos totais de US$ 5 bilhões em 2020. (8% de rendimento)”, avaliaram os analistas do Bradesco BBI em relatório a clientes.

Em nota de esclarecimento sobre a matéria do Valor, a Vale informou que assuntos financeiros e sobre alocação de capital são constantemente discutidos nos órgãos de governança da Companhia e que, até o momento, não há deliberação sobre a retomada da Política de Remuneração aos Acionistas.

A Petrobras informou que finalizou nesta quarta-feira a venda da totalidade da sua participação em dois campos de produção terrestres (Ponta do Mel e Redonda), localizados na Bacia Potiguar, no estado do Rio Grande do Norte, para a Central Resources do Brasil Produção de Petróleo. Após o cumprimento de todas as condições precedentes e considerando outras condições posteriormente acordadas, a operação foi concluída totalizando US$ 7,2 milhões para a Petrobras, com pagamento a ser realizado ao longo de 18 meses.

Os campos de Ponta de Mel e Redonda estão localizados no município de Areia Branca, no estado do Rio Grande do Norte. A produção média de petróleo dos campos, no primeiro semestre de 2020, foi de cerca de 493 bbl/dia. A empresa Central Resources já detinha direitos decorrentes dos contratos de prestação de serviços para exploração de petróleo com cláusula de risco, vinculados aos campos de Ponta do Mel e Redonda, assinados com a Petrobras no ano de 1982.

Em comunicado, a estatal lembra que a operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultraprofundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

A Oi apresentou suas contas referente ao mês de maio, procedimento que é necessário dentro do processo de recuperação judicial.

As empresas da Oi em fase de recuperação apresentaram uma geração de caixa operação líquida negativa de R$ 113 milhões em maio. Já os investimentos atingiram o patamar de R$ 591 milhões em maio.

O saldo final do caixa financeira das recuperandas teve redução de R$ 105 milhões no período, chegando a R$ 4,754 bilhões.

A TIM contratou o banco UBS para ser seu assessor financeiro na busca de sócios para ativos de infraestrutura de conexão, segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”.

A princípio, a ideia da companhia é criar um veículo, como um fundo, que reúna seus ativos secundários de última milha e instalação, ou seja, sua estrutura física que permite prestar o serviço de conexão contratado pelo cliente. Esse modelo ajudaria no aumento da implementação da rede de fibra óptica, conhecida como FTTH (Fiber to the Home).

Sobre a intenção da TIM negociar a compra dos ativos de telefonia móvel da Oi, os analistas do Bradesco BBI avaliaram como positiva. Eles esperam que uma oferta formal ocorra até o final do mês.

“Acreditamos que essa potencial oferta seria positiva para a Oi levar a sua assembleia de credores, que deve ser realizada até o dia 17 de agosto”, disseram, em relatório a clientes, acrescentando que esperam que a oferta seja conjunta com a Vivo.

No cenário traçado pelo Bradesco BBI, a TIM ficaria com 70% e a Vivo, com 30%.

Aéreas

O Senado aprovou a Medida Provisória 925, que socorre o setor aéreo durante a pandemia de covid-19. Como foi alterada, dependerá de sanção do presidente Jair Bolsonaro para virar lei. A proposta flexibiliza uma série de regras para empresas e passageiros após o impacto nos voos em função do novo coronavírus.

De acordo com a medida, as companhias aéreas terão um prazo de até 12 meses para devolver aos consumidores o valor das passagens compradas entre 19 de março e 31 de dezembro de 2020 e canceladas em razão do agravamento da pandemia.

A proposta traz também outras ações emergenciais ao setor de aviação civil para mitigar os efeitos da crise.

Se o consumidor não quiser o reembolso em 12 meses, o texto prevê que o passageiro terá a opção de receber um crédito, ao invés do valor em dinheiro, a ser utilizado por 18 meses.

Já a JHSF levantou R$ 433 milhões em seu follow-on, com a preço da ação fixado em R$ 9,75.

Os recursos serão utilizados para reforçar a estrutura de capital da companhia, para realização da expansão da sua estratégia digital, projetos de expansão do segmento de incorporação e renda recorrente (shopping center).

Sabesp (SBSP3), Copasa (CSMG3) e Sanepar (SAPR11)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) recebeu autorização para reajustar as tarifas em de 3,4026%. A medida entra em vigor 30 dias após publicação no “Diário Oficial” do estado.

A autorização foi dada pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e leva em conta dois fatores: reajuste anual de 2,4924% reajuste anual e ajuste compensatório de 0,8881% pela postergação do reajuste tarifário anual.

Essa compensação não contempla a isenção de pagamento das categorias “Residencial Social” e “Residencial Favela”, que entrará em uma terceira revisão tarifária.

Ainda no radar, ao assinar a sanção do novo marco legal do saneamento e vetar o trecho que garantia a renovação dos contratos das empresas estaduais do setor por mais 30 anos, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu, em um único gesto, impor uma derrota aos governadores e pavimentar uma nova crise na relação do Executivo com o Congresso.

O dispositivo barrado por Bolsonaro – negociado pelo próprio governo durante a tramitação do marco – causou imediata reação dos Estados e de parlamentares, que prometeram empenho para derrubar o veto e retomar a proposta original.

O trecho suprimido por Bolsonaro foi crucial para derrubar resistências à nova lei do saneamento no Congresso. O Senado avalizou a proposta no último dia 24. O marco proíbe que os municípios fechem, a partir de agora, contratos sem licitação com as empresas estatais de saneamento, prática que dominou o mercado nas últimas décadas. Com isso, a iniciativa privada poderá entrar com força no segmento e trazer os investimentos necessários para a universalização, na avaliação do governo.

O Conselho de Administração da Copel, companhia de energia paranaense, aprovou a venda de 100% da participação da companhia em sua subsidiária integral Copel Telecomunicações. Também foi aprovado um programa de certificado de depósito de ações, as units. O objetivo é melhorar a liquidez e permitir o desdobramento das ações.

Com essa aprovação, terá início a abertura de um “data-room” virtual. É nesse ambiente que serão detalhadas as informações da empresa. O processo de venda também será analisado pelo Tribunal de Contas do Paraná.

Os analistas do Credit Suisse lembram que a venda da unidade de telefonia já era esperada. Sobre as units, viram a iniciativa como positiva. “A implementação de units deve ajudar na liquidez e governança, além de poder ser um “trigger” para a venda da participação do BNDES (24% do total)”, avaliaram.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Fonte: Infomoney

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