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Vingança de Abel. Ser campeão contra o time que o traiu. O Flamengo – Esportes


São Paulo, Brasil


“Sempre estive preparado para as grandes pressões e os grandes momentos.


“Sempre me dei bem com isso.


“E me habituei a encarar esses desafios de cabeça erguida.


“Mas jamais estive preparado para covardias e articulações.


“O que não suporto é traição.”


Abel Braga, hoje no Inter, jamais esqueceu o que passou no Flamengo em maio de 2019. 


O Rubro-Negro passou a negociar com Jorge Jesus.


Mesmo com Abel empregado.


Daí veio a profunda decepção.


A traição.


Os nove anos que trabalhou como treinador em Portugal fez com que ganhasse amigos para a vida toda. Entre dirigentes e jornalistas.


O sentimento foi tão forte que acabou indo contra sua filosofia na carreira.


Aceitou comandar o Cruzeiro em plena decadência, caminhando para o rebaixamento.


Foi demitido antes da vergonha maior.


Ficou apenas 14 partidas.



Acabou no Vasco, clube mergulhado em crise financeira e política.


Ficou três meses, em 2020.


Para piorar, em junho do ano passado, o vice-presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, deu uma declaração mais do que polêmica.


“Ele não conseguiu dar um padrão tático, técnico ao Flamengo, à altura do que a gente esperava. (…)


“Aí ele foi se desgastando, foi se desgastando.(…)


“A gente entendia que o ciclo do Abel iria acabar, e iria acabar rápido.


“Mas era 70% por causa dele.


“Houve um momento que a gente (diretoria) achava, e discutia internamente, que ele devia estar de sacanagem.


“A gente (diretoria) olhava ele dando entrevista e falava ‘cara, tem alguma coisa que a gente não está entendendo’.


“Ou ele bebeu ou está drogado.”


“Não é possível que ele esteja falando o que está falando.


“Falar que o Beira-Rio é lindo, muito mais bonito que o Maracanã.


“Falar que perder é normal.”



Abel viu seus 35 anos de carreira como treinador sendo ridicularizados.


E ameaçou processar o dirigente, que teve de pedir desculpas publicamente.


Mas a mágoa só cresceu.


Tudo ligado ao Flamengo tem um enorme peso para Abel.


No dia 10 de novembro do ano passado, ele aceitou trabalhar pela sétima vez no Internacional.


Assumiu na vaga de Eduardo Coudet, que preferiu comandar o minúsculo Celta de Vigo.


E em dezembro, soube que o espanhol Miguel Ángel Ramírez assumirá no seu lugar, assim que acabar o Brasileiro.


Não importa nem se for campeão.



E é o título que o treinador pretende dar um ‘tapa de luva de pelica’ na direção do Internacional, que não acreditou no seu trabalho.


O viu como um treinador ‘tampão’.


Mas Abel Braga queria voltar ao mercado.


Asssumiu o time em primeiro lugar do Brasileiro


Caiu para sexto.


Disputando as quartas-de-final da Copa do Brasil, com o América Mineiro.


Foi eliminado.


Enfrentou o Boca Juniors nas oitavas da Libertadores.


Foi eliminado.


Aos 68 anos, as críticas eram enormes.


Havia a pressão até para nova demissão.


Mas apelando para estratégia tão simplista quanto vencedora, o time nas suas mãos engatou uma série de nove vitórias seguidas.


Com o time atuando com muita intensidade, força física, velocidade e objetividade no ataque.


Assumiu a liderança do Brasileiro.


E disputa o título justamente com o clube que o traiu.


O Flamengo.


O clube gaúcho tem um ponto a mais.


E enfrentará o time carioca no ‘seu templo’.


O Maracanã.


Jornalistas gaúchos asseguram que Abel Braga está eufórico.


Ontem mesmo, depois da vitória contra o Vasco, já foi uma pequena vingança.


Ao deixar o clube que o rejeitou encaminhado para o rebaixamento.


No jogo em São Januário, completou 338 jogos como comandante do Inter.


Se tornou o homem que mais dirigiu o time colorado na história.


Ficou até com uma das bolas do jogo, como lembrança.


Agora, ele quer, de qualquer maneira conquistar o título nacional.


Vencer o Flamengo.


Mostrar para os dirigentes o quanto foi desrespeitado.


Uma vitória do Internacional e o Brasileiro estará acabado.


Chegaria a 72 pontos, inalcançáveis para qualquer outro rival.


“Eu sei que no domingo agora, só pode o campeonato acabar se for para nós. E dependendo do resultado que acontecer, vamos levar para o último jogo.


“Vamos fazer nossa partida”, prometeu.


Abel Braga se vingaria assim daqueles que não acreditaram nele.


Na Gávea e mesmo no Beira-Rio.


Domingo pode ser um dos dias mais felizes da sua carreira.


Daí, sua empolgação…


Como ficariam as camisas dos clubes brasileiros em versões clássicas?


Fonte: R7

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