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Vítima de agressor em creche de SC tinha paixão pela educação e fazia trabalho voluntário

Antes de trabalhar na creche Pró-Infância Aquarela, onde foi atacada e morta nesta terça-feira, 4, Mirla Renner, de 20 anos, fazia trabalho voluntário no Rotaract Club de Saudades, em Santa Catarina, onde participou de campanhas pela doação de sangue, sendo ela mesma uma das doadoras. A paixão pela educação era grande e, em 2019, ela trabalhava na Escola Municipal de Ensino Fundamental, onde se dedicava exclusivamente a uma aluna de 9 anos, portadora de necessidades especiais.

“Ela era muito dedicada, querida, meiga, estudiosa e toda delicada. Não consigo pensar em uma coisa ruim sobre ela”, conta a amiga Jamile Muller, de 32 anos. Ela conheceu Mila em 2019, quando ambas trabalhavam na escola de ensino fundamental. Filha única, a jovem era bem próxima à mãe, a quem se dedicava enquanto o pai viajava a trabalho.

Jamile lembra que Mila ficou próxima da aluna que cuidava e, além de explicar todas as matérias para a criança, costumava pintar as unhas da estudante. Concursada, a professora estudava inglês à noite e estava solteira havia poucos meses. “Ela sempre me dizia que não tinha nascido pra trabalhar com escolas, que o que ela gostava mesmo era de bebês. Por isso que ela estava na creche, porque estava fazendo o que gostava”, conta.

Mirla foi uma das cinco pessoas mortas por Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, que invadiu a unidade na manhã desta terça-feira e atacou funcionários e crianças. Entre os adultos, Mirla e a professora Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, foram as vítimas. Três crianças entre 6 meses e 2 anos também morreram.

Mai permanece internado no Hospital Regional do Oeste em Chapecó, onde passou por uma cirurgia durante a tarde desta terça, após tentar tirar a própria vida. Ele é estudante e cursava o nono ano do ensino fundamental. Natural de Saudades, trabalhava como jovem aprendiz em uma indústria de confecções da cidade.

Fonte: Terra

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