Votação da Previdência, resultados e IPCA: o que você precisa acompanhar na próxima semana

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

SÃO PAULO – Após o presidente Donald Trump jogar um balde de água fria no mercado na quinta-feira ao anunciar novas tarifas contra a China, o Ibovespa fechou a semana no negativo, com os investidores se preparando para a volta da agitação em Brasília.

Está marcada para terça-feira (6) a votação em segundo turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. O pleito deve ser marcado por bastante debate, mas a expectativa é que seja aprovado, levando o texto imediatamente para o Senado, onde pode começar a tramitar ainda nesta semana.

Enquanto isso, no mercado, a agenda de resultados do segundo trimestre seguirá bastante agitada, com a expectativa de 45 balanços nos próximos dias, incluindo muitas companhias que fazem parte do Ibovespa.

Entre os destaques, o Banco do Brasil (BBAS3) completa a temporada para os grandes bancos na quinta-feira, mesmo dia em que Lojas Americanas (LAME4), B2W (BTOW3), CCR (CCRO3) e Sabesp (SBSP3) apresentam seus resultados.

A semana contará ainda com balanços de RD (RADL3), Braskem (BRKM5), Suzano (SUZB3), BRF (BRFS3) e B3 (B3SA3).

Agenda de indicadores
Entre os indicadores, a semana será mais tranquila, mas com alguns números importantes para os investidores, que devem dar uma atenção maior para a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), tentando entender quais serão os próximos passos da autoridade monetária após cortar a Selic para a mínima histórica de 6%.

O tom do comunicado já levou a curva de juros a precificar um novo corte de 50 pontos-base na reunião de setembro. Enquanto isso, analistas veem
novos avanços nas reformas como fundamentais para consolidar possíveis cortes de juros nos próximos meses.

Outro dado importante será o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dado oficial de inflação do País que sairá na quinta-feira (8). Segundo dados compilados pela Bloomberg, o indicador deve ter leve aceleração de 0,01% para 0,18% na comparação mensal, levando o acumulado de 12 meses para 3,19%.

Entre outros indicadores, a semana terá dados de inflação do IGP-DI e primeiras quadrissemanas de agosto do IPC-S e IPC-Fipe. Já no campo da atividade, saem números do varejo e serviços.

No cenário externo, os holofotes se voltam para o acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, após Trump anunciar novas tarifas a bens chineses.

Entre os indicadores, Japão e Reino Unido divulgarão o PIB do segundo trimestre, e ambas as economias podem mostrar desaceleração, podendo piorar o clima de tensão global. Na China, a agenda é mais pesada, com a balança comercial – com estimativas de quedas de exportações e importações -, CPI e PPI.

Após o relatório de emprego desta sexta-feira, a agenda americana perde força, deixando como destaques o PMI Markit de serviços e o PPI de julho. Diretores do Fed, Bullard, Evans e Brainard têm discursos agendados, e podem agitar o mercado após o presidente do BC americano, Jerome Powell, negar sinalização de corte adicional de juros.

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Fonte: INFOMONEY

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